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Candidatas aproveitaram redação do “ENEM 2015” para “denunciar” abusos sofridos
Com o tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, a redação do “Enem 2015” virou um espaço de desabafo para muitas candidatas. Segundo levantamento do Ministério da Educação, 55 redações trouxeram relatos pessoais de estudantes que sofreram ou presenciaram algum tipo de violência contra a mulher no Brasil.
De acordo com Aloizio Mercadante, atual ministro da educação, alguns depoimentos foram bem contundentes. “Como temos o compromisso do sigilo, queremos evitar o contato direto com as mulheres que relataram preocupantes situações de estupro e violência, principalmente porque o agressor pode ser uma pessoa muito próxima”, explicou o ministro. Ainda segundo ele, o MEC publicará em breve, em seu portal, um guia com orientações sobre o que devem fazer as mulheres que passam por esse tipo de situação.
Claro, de acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, denunciar o abuso é um dos primeiros passos. Para isso, é disponibilizado o número 180, um canal que atende apenas casos de violência contra a mulher. Só no ano passado, essa central recebeu mais de 634,862 mil ligações. A cada duas horas, uma mulher é assassinada dentro da própria casa no país. Isso relega ao Brasil, a quinta posição no ranking de países de maior índice de violência contra a mulher. Só perdemos para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia! Complicado, né?!
Às autoras dessas 55 redações, esperamos que consigam superar a dor e a angústia que essas agressões causaram e que não lhe faltem coragem para fazer o que é certo: denunciar.















