Music
Marjorie Estiano fala sobre carreira na música e último disco
Quando surgiu como a Natasha de Malhação, não imaginávamos que Marjorie Estiano se tornaria uma das artistas mais completas e versáteis da atualidade. No cinema, ela se aventura pelos mais diversos gêneros; nas novelas, impressiona pela maturidade e na música se revela um talento para a voz e para a escrita.
Claro que dar conta de tudo isso não é tão simples e aí algumas vontades, alguns projetos precisam ser adiados, quando se quer fazê-los com maestria. Foi mais ou menos isso que aconteceu com a Marjorie… A linda ficou 7 anos sem lançar um álbum, até que no final do ano passado, nasceu o “8”, disco que ela segue divulgando. “Desde o meu último CD, em 2008, vinha buscando experimentar alguns timbres, parcerias, formações e descobrindo o que eu queria fazer. Às vezes em primeiro plano, ás vezes menos, o disco foi sendo estruturado”.
O álbum tem canções em português, em inglês e espanhol; tem uma releitura interessantíma de Ta-Hi, marchinha famosa na voz de Carmen Miranda, mas chama a atenção pelo número de composições próprias. Das 11 faixas, 8 foram escritas por Marjorie, num processo, segundo ela, bastante intuitivo. “Desenvolvemos um diálogo com elas. As composições induziam um caminho, uma sonoridade, um discurso. A gente tentava ouvir e potencializar. Cada uma teve um processo muito particular e independente. Ela se impunha e nós traduzíamos”.
A cantora comenta que o projeto surgiu da necessidade de se expressar musicalmente, “a partir de si mesma”. “Ele fala de amor e de como a gente se relaciona com esse sentimento. Suas facetas diversas e, até por isso, tão permanentemente adequadas às nossas. Tenha essa condição, o nome de inconstância, de fase, de viver”. Diante de uma musicalidade consistente e de letras diversas, Marjorie é modesta. “Essas foram as minhas primeiras palavras, estou aprendendo a falar ainda. Espero percorrer o caminho até a fluência desse idioma”.
Além da sua voz, podemos ouvir também as de Mart’nália e Gilberto Gil, que colaboraram, respectivamente, em “Luz do Sol” e “A Não Ser o Perdão”. Estiano conta que não tinha muita fé de que Gil fosse aceitar o convite e acabou surpreendida. “Tive um retorno imediato dele. Junto de todos os outros atributos, Gil é um homem extremamente generoso, interessado, comprometido… foi uma experiência linda, que me serve de inspiração como artista e como pessoa. Gil é tão grande e tão simples, ele emana uma paz. Gil é algo sobrenatural”.
A quem pergunta se o nome do disco tem alguma relação com a numerologia, ela diz que não. “Tem coisas que eu prefiro não saber pra não me influenciar. Acredito em alguns códigos de diferentes origens e, sobretudo, acredito que o Universo conspira a nosso favor. Mas que eu fui ver qual o significado do oito, eu fui. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!”


















